18 de maio de 2008

Desenrole

A vida é um carretel, de cor de pele e com base sólida, desenrola-lo é nossa tarefa, mesmo que a cada volta tudo pareça igual, existira um tempo mais tarde que você verá que ele já não tem o tamanho que possuía, mas será tarde de mais, nós não são permitidos nesse desenrolar.

A cada volta uma sobra sem volta, no desenrolar a linha deve estar linda como no carretel, algumas manchas sempre irão aparecer, é um desenrolar delicado que exige o máximo de atenção, a linha jamais pode parar de dar suas voltas, seria o fim sua pausa.

O que dizer então das linhas mais frágeis que se arrebentam a qualquer puxada exagerada, há também as linhas enceradas difíceis de serem domadas, ou as ásperas que trazem mais sofrimento do que alegria.

Quantas voltas seu carretel já deu? O que você tem feito com as sobras que já desenrolou? O que anda construindo com elas? As voltas que ainda virão estão bem cuidadas? Esteja preparado ao primeiro sinal de elevação, pode ser um nó daqueles para tirar, e no trabalho final a linha não passará pela agulha.

Uma agulha pode ser muitas coisas, mas prefiro que você reflita primeiro sobre seu desenrolar, a minha precipitação pode te picar.

4 comentários:

disse...

Nossa!
Adorei esse post que propões uma reflexão tão séria de forma tão poética!
Não sei quantas voltas ainda me restam, mas sinto que devo aproveitá-las melhor!

Simone Iwasso disse...

ando dando nós no meu próprio carretel! mas quero fluir, como seu texto aí em cima!
beijo!

Tiago Clezar disse...

Má- Somos dois, confesso que não cuidei muito do meu desenrrolar da vida, mais prometo me comportar.

Simone- Que bom ter seu comentário aqui, sente-se leia e fique a vontade, qualquer coisa é só chamar! :-)

Nine disse...

OI TI!gosto dessa metafora do carretel e da linha para a vida,o final sobre a precipitaçao nao ,voce teria criatividade para dar um fecho menos "pontiagudo"...rs..mas eu sou leitora ,nao escritora!abs