31 de maio de 2009

Viaduto


O papelão com o passar do tempo ficou fino, esfarelado, mais era ainda o que se ajustava melhor as dobras.
As cordas estavam finas, e com muitos pedaços emendados, mais ainda servia para amarrar algum pedaço de plástico em dias de chuva.
O boné já não mostrava mais aqueles dizeres publicitários e o aperto não se ajustava mais.
Os cabelos se juntavam com a barba grisalha com tons cinzas eamarelados, uma mescla de manchas do cigarro e pingos de café.
Os olhos quando abertos acordavam mil expressões e criavam linhas sem fim, como aquelas que os pés rachados já passaram sem ter um destino para encontrar.
E afinal qual caminho a se encontrar?



3 comentários:

sblogonoff café disse...

Eu realmente não sei.
Não estou num viaduto.
Não tenho papelões gastos e nem vestes rotas.
E ainda sim, não tem uma rota.
Será que todos estamos sem coordenadas?
Será que o caminho certo é um engano?
Será que é preciso muito para caminhar?
Certos programas de TV acabam comigo.*

ludmylla disse...

Não há um caminho certo, há apenas o caminho que escolhemos. Sera ele certo se asssim decidirmos e trabalharmos com sabedoria... Sera errado se nos deixarmos levar apenas pelo emocional e transformar nossa vida em uma jogatina infundavel. A vida é como uma faca afiada, cabe a vc escolher o lado em que quer caminhar.

Tiago disse...

--- RESPOSTAS ---

Sblogonoff café -

É incrível como um texto tão pequeno pode nos indagar tantas questões das quais nós não sabemos a resposta não é mesmo? Espero que ele seja válido como passaporte para o conhecimento pessoal de quem se atrever a passar por aqui.
Abraços

Ludmylla -

As ciências exatas também têm lá seus erros, sempre tem, á tem sim!
Volte sempre!
Abraços