25 de setembro de 2008

Roma

Meus olhares despertaram os dela e na mesma velocidade de um piscar de olhos o tempo resolveu se deixar inspirar, tamanha inspiração também pulsava sobre meu peito ao ver eu e ela de frente se cumprimentando pela primeira vez de nossas vidas.

Seu corpo seguia a rotina do vestir, algo que meus olhos poderiam passar por horas sem piscar a observar de maneira ininterrupta.

Nas nossas palavras monossilábicas, contando pontas duplas e olhando para trás ela ficava a me escutar, de maneira que minha voz parecia lhe fazer cócegas.

A noite se mostrava cada vez mais fria e escura, somente algumas lâmpadas fluorescentes, unidas de duas em duas faziam do final do corredor mais claro, nos seus exatos dois segundos, uma e outra piscava, e quando me faltavam palavras eu contava as que haviam queimado: Eram duas ou três antes da primeira porta.

Tocou o sinal, um beijo e corremos para não perder o ônibus, ela foi naquele que tinha metade da cabine azul e o restante pintado de cor branca, com dizeres de cidadania, eu teria que esperar mais dez minutos até observar talvez um que mostrasse no painel o caminho das estrelas.



3 comentários:

Aline disse...

UAU! fikei até sem palavrar!!
simplesmente Encatador, da primeira a última palavra!
Como sempre me surprrendendo com esses belissimos textos neh! de onde sai tanta criaitividade? continue assim sempre *.*

Um grande Beijo queridoo..
adoro você !!!
;*

Mari disse...

Ahh Adorei O texto, Suas belas palavras me surpreendem!
Continue Postando!
Beijo Mari Vefago!

Tiago disse...

--- RESPOSTAS ---

Aline, obrigado pela suas palavras e volte sempre!

Mari, fico muito feliz quando você pede mais textos e quando vejo que você gosta deles, obrigado!